sábado, 20 de agosto de 2011

A FESTA DO PERDÃO NA JMJ

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE / REPORTAGENS

Por Daniel Machado
Enviado especial a Madri

Um dos sinais de que os jovens estão respondendo ao chamado de uma vida nova é notado pelo número de pessoas que tem buscado a confissão nos mais de 200 confessionários em formas de “tendas”, montados no Parque do Retiro, numa iniciativa chamada de a “Festa do Perdão”, na Jornada Mundial da Juventude em Madri, Espanha.

Bento XVI estará nesta “festa da misericória”, sábado, 20, a partir das 9 horas da manhã (horário de Madri), na qual ministrará o sacramento da reconciliação a alguns jovens. É a primeira vez na história que um Papa atende fiéis em confissão em um encontro de massa, como a JMJ.

Mais de 200 confessionários foram montados para atender os peregrinos. Bento XVI atenderá alguns jovens em confissão

Durante o maior encontro da juventude com o Papa, as confissões acontecem 12 horas por dia, nas quais milhares de padres se revezam para ministrar o sacramento aos jovens peregrinos. São mais de 12 mil padres inscritos para esta JMJ. Os que não se encontram nos confessionários estão acompanhando os grupos de seus países nas mais diversas atividades pela capital espanhola.

Quem caminha pelo Parque do Retiro se sente tocado só de ver as tendas montadas no meio do parque e milhares de pessoas fazendo filas para se confessar. É, sem dúvida nenhuma, um dos maiores sinais de que a JMJ muda a vida das pessoas a partir de um encontro pessoal com Jesus.

VIA-SACRA: ‘UMA EXPERIÊNCIA QUE SÓ A FÉ PODE TOCAR’

ARTIGOS / JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE / REPORTAGENS

Uma Via-sacra que contemplou e intercedeu pelos sofrimentos dos jovens do mundo inteiro. Assim foi o segundo dia do Papa Bento XVI com os jovens na Praça de Cibeles, nesta sexta-feira, 20, onde uma multidão contemplou as 14 estações, que representam os últimos passos de Jesus na terra, por meio de imagens sacras vindas de várias partes da Espanha.

Fernando de Santiago, Chile

Muitos jovens testemunharam as maravilhas desta Via-sacra com Bento XVI. “Foi um momento de profundo recolhimento, e me comoveu muito a forma com que o livro, com as meditações daVia crucis, pedia por várias pessoas. Eu realmente saio com o meu coração mais solidário com aqueles que sofrem”, testemunhoo o jovem Fernando, de Santiago do Chile.

O jovem chileno também destacou a maravilhosa experiência que tem feito nesta JMJ 2011. “Tem sido uma coisa extraordinária esta jornada. Ver Bento XVI, o Vigário de Cristo aqui na terra, contemplar esta universalidade da Igreja, na qual somos diferentes, falamos línguas distintas e, ao mesmo tempo, somos um”, concluiu Fernando.

Mas as experiências não param por aqui. Um outro grupo que ficou bem pertinho das encenações da Via-sacra testemunhou os sentimentos vividos durante as contemplações. “Eu diria que este ambiente (o da Via-sacra) é algo indescritível, algo que só mesmo a fé pode perceber”, partilhou Anabela, de Setúbal, Portugal.

“A Via-sacra foi muito especial por eu perceber que em cada estação era um grupo diferente de jovens, de várias partes do mundo, com distintas culturas. Além disso, viver a Via-sacra é realmente experimentar e recordar que Ele (Jesus) deu a Sua vida por mim. Sim, Ele deu a vida por por todos, mas para mim, a experiência de hoje foi algo bem pessoal”, testemunhou Ana Clara, também da cidade portuguesa Setúbal.

Grupo de jovens portugueses de Setúbal: "Experiência que só a fé pode tocar"

A cruz peregrina foi, junto com as imagnes sacras espanholas, protagonista desta Via-sacra. Ela, que tem percorrido o mundo nas mãos dos jovens, também passou de mão em mão a cada estação contemplada. E assim, no seu discurso aos jovens peregrinos o Papa salientou que a cruz “não foi o desenlace de um fracasso, e sim o modo de expressar a entrega amorosa que chega até a mais intensa doação da própria vida”.

Ainda dentro da temática da Via crucis, que representou também a contemplação de jovens sofredores no mundo inteiro, o Papa disse: “A Paixão de Cristo incita-nos a carregar sobre os nossos ombros o sofrimento do mundo, com a certeza de que Deus não é alguém distante ou alheio ao homem e às suas vicissitudes; pelo contrário, fez-Se um de nós para poder padecer com o homem, de modo muito real, na Carne e no Sangue”.

E como de praxe, a juventude se despediu de Bento XVI nesta-sexta ao som de “Esta és la juventud del Papa”.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Quinta-feira, 18 de agosto de 2011, 16h00

Discurso do Papa na Festa de Acolhida dos jovens na JMJ 2011



Queridos jovens amigos!

Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afeto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.

Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam Dele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados.

Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.

Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós “espírito e vida” (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.

Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados Nele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência.

Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.

Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita.

É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados Nele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?

Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros.

Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.

Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer “sim” à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso “sim” de hoje a Cristo seja também, como o Dela, um “sim” incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!

JMJ: MILHARES DE JOVENS DERAM AS BOAS-VINDAS AO SANTO PADRE

ARTIGOS / JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Jovens de todo o mundo reunidos em Madri

Jovens de todo o mundo reunidos em Madri

Centenas de milhares de peregrinos deram as boas-vindas ao Santo Padre, o Papa Bento XVI, na Praça de Cibeles, centro de Madri, capital da Espanha.

Num clima de fé, alegria, fraternidade e comunhão os jovens acenaram suas bandeiras e seguiram o papamóvel.

Acompanhado por alguns jovens, que representavam os Cinco Continentes, e pelo arcebispo da capital espanhola, Cardeal Rouco Varela, o Sumo Pontífice passou pelo Arco Central da Porta de Alcalá, monumento pelo qual, antigamente, os visitantes passavam quando chegavam à capital espanhola. Lá Bento XVI plantou uma muda de oliveira, como símbolo do tema desta Jornada Mundial da Juventude (JMJ): “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Col 2, 7).

Durante o percurso o Santo Padre parou para saudar alguns peregrinos presentes.

O entusiasmo tomou conta do centro da capital espanhola, o calor local era compatível com o calor dos corações daqueles que participaram dessa grande celebração de fé.

A JMJ é aberta a todos os povos, há entre os jovens católicos, jovens de outras religiões. A esse respeito o Sucessor de Pedro falou, em discurso proferido na chegada a Madri, no aeroporto de Barajas: “Venho aqui para me encontrar com milhares de jovens de todo o mundo, católicos, interessados por Cristo ou à procura da verdade que dê sentido genuíno à sua existência”.

O Papa foi homenageado com breves apresentações que expressaram a cultura e a tradição espanhola e recebeu ainda a chave da cidade.

O Santo Padre respondeu às manifestações de alegria e de ânimo dos jovens presentes com um sorriso e um “tchauzinho”, ao som da melodia: “Somos a juventude do Papa.”

:. Veja fotos deste momento do Papa com os jovens

Todo o percurso de papamóvel foi feito com uma presença maciça de jovens que saudavam o Papa com muito entusiasmo. Essa é a terceira JMJ de Bento XVI.

Em seu discurso na Praça Cibeles o Sumo Pontífice deixou uma palavra de ânimo aos presentes: “Que a chama do amor de Cristo nunca se apague em vossos corações.”

:: Leia o discurso na íntegra

E lançou um apelo: “A Igreja precisa de vós e vós precisais da Igreja”, sendo aplaudido pelos peregrinos.

A JMJ 2011 teve início na terça-feira (16) e será finalizada no domingo (21), na capital espanhola. Mais de um milhão de peregrinos estão em solo espanhol para ouvir os direcionamentos do Papa Bento XVI, formando o maior evento juvenil organizado pela Igreja Católica.

Na celebração realizada na festa da acolhida, o Santo Padre se dirigiu aos jovens: “O Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outro, mas ensina o que Ele é, pois conhece bem o caminho do homem para Deus, afinal foi Ele quem o abriu para nós.

Essa é a vida que vale a pena viver, uma vida que nem com a morte se finda.

Quando não caminhamos com Cristo nos desviamos do caminho. Vamos atrás de propostas enganadoras e volúveis, que deixam o vazio e a frustração. Diante das nossas fraquezas sempre contamos com o Senhor que nos oferece o perdão e a misericórdia.

Queridos amigos, sejam prudentes e sábios, assim nada vos fará tremer e em vosso coração brilhará a paz.

Maria nos ensina como ninguém a fidelidade ao seu Divino Filho. Peçamos que o nosso ‘sim’ a Cristo seja como o dela, um ‘sim’ incondicional, durante esta Jornada Mundial da Juventude e durante toda a nossa jornada nesta terra.”

Santuário Nossa Senhora Aparecida da Babilônia deve atrair 40 mil pessoas neste feriado


A festa em louvor à Nossa Senhora Aparecida da Babilônia deve atrair público entre 20 e 40 mil pessoas na próxima segunda-feira, dia 15 de agosto, em São Carlos.

O acontecimento, que conta com a organização da Prefeitura de São Carlos e da Paróquia de Santa Isabel, terá missas de duas em duas horas, a partir das 5h. Às 11h, o bispo Dom Paulo Sérgio Machado fará uma das celebrações. Uma praça de alimentação atenderá aos fiéis durante o dia.

Polícias Militar e Rodoviária, Agentes de Trânsito, guardas municipais, SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e o Departamento de Fomento ao Turismo apoiam o evento. "A festa da Aparecidinha da Babilônia atrai inúmeras pessoas e movimenta o turismo religioso de São Carlos", disse o diretor do Departamento de Fomento ao Turismo, José Eduardo Araújo.

A peregrinação ao Santuário ocorre no dia 11 de setembro. Nela, os fiéis demonstram a devoção à santa com uma caminhada de 10 a 15 quilômetros. "Para a segurança dos devotos de Nossa Senhora, pedimos que a população faça a opção pela caminhada nessa data", explica Araújo. O horário da peregrinação será divulgado na semana que antecede o dia 11.

Transporte - A Viação Athenas Paulista disponibilizará ônibus à Babilônia, com saída da Praça Antônio Prado (Estação), das 6h às 18h. Os coletivos passam pelas Praças Santa Cruz e Itália e Avenida Getúlio Vargas.

História - O Santuário é uma pequena igreja rural que guarda a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Segundo a tradição, a imagem foi encontrada intacta sob uma árvore após um incêndio destruidor no bairro da Babilônia. Diante do "milagre", foi construída uma capela no local, que hoje recebe romarias e procissões ao longo do ano.

Fonte: São Carlos Agora