terça-feira, 22 de março de 2011

Meus Amigos


Fiéis da Arquidiocese de Belo Horizonte, especificamente da Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida (RENSA), e também da Diocese de São Carlos (SP), em comunhão, celebraram na Paróquia São Gonçalo, centro de Contagem, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, o início do Ofício Episcopal de dom Luiz Gonzaga Fechio. A Celebração Eucarística, presidida pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi concelebrada pelos bispos auxiliares dom Joaquim Mol e dom Luiz Gonzaga. Estiveram presentes vários padres, autoridades políticas e fiéis, que acolheram dom Luiz. Destaque para a grande presença dos fiéis da Diocese de São Carlos, que já haviam comparecido em grande número na ordenação episcopal e, demonstrando o grande carinho que sentem pelo bispo auxiliar, organizaram uma caravana para acompanhar o início do Ofício Episcopal. Após nomeação do Papa Bento XVI, dom Luiz Gonzaga foi ordenado bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte pelo arcebispo metropolitano, dom Walmor Oliveira de Azevedo, no dia 19 de março, em Celebração Eucarística na Catedral São Carlos Borromeu, em São Carlos (SP). O início do ofício episcopal foi realizado em Contagem porque dom Luiz terá uma atuação especial nas atividades realizadas na Região Episcopal Nossa Senhora Aparecida. Neste ano, a Região, entre outros eventos importantes, receberá a Jornada Arquidiocesana da Juventude. A Celebração Eucarística começou com uma mensagem do frei Luiz Antônio Pinheiro, vigário da RENSA, dirigida a dom Luiz Gonzaga. O vigário disse que as 266 paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte, dos 28 municípios que integram a região metropolitana, recebem o bispo auxiliar “de braços abertos”. Dirigindo-se aos pais de dom Luiz, o casal Iraci e Ernesto Fechio, o frei, de forma descontraída, pediu para que fiquem tranqüilos. “Cuidaremos bem de seu filho, assim como ele cuidará de nós, em seu pastoreio”, comentou.Os pais de dom Luiz Fechio vieram com a caravana da Diocese de São Carlos e também foram cumprimentados por dom Walmor, durante a Celebração Eucarística. O arcebispo também fez uma saudação especial aos fiéis que vieram de São Paulo. Em sua homilia, dom Walmor lembrou que a Igreja trabalha para a edificação do projeto de Deus, a construção de um mundo misericordioso. O arcebispo alertou que o mundo não tem conseguido definir, de forma clara, o que é prioridade. “Cada vez mais percebemos que o Brasil está chegando entre as principais economias do mundo, mas não conseguimos acabar com a pobreza. Precisamos fazer do nosso coração a fonte da misericórdia de Deus”, explicou. Dom Walmor, em clara referência a Campanha da Fraternidade 2011, que busca conscientizar sobre o respeito ao meio ambiente, ainda enfatizou que o projeto de Deus sempre foi de um mundo belo e de amor, mas que, por meio da ação humana, “a beleza está sendo consumida pela devastação e a morte mostra sua presença em nosso planeta”. No final, cumprimentou dom Luiz, manifestando felicidade por contar com a ajuda do bispo auxiliar nas diversas atividades desenvolvidas pela Igreja e que almejam a edificação de um mundo melhor. “Dom Luiz Gonzaga, tenho certeza que o seu coração terá um amor muito grande a uma Igreja de história bonita, de um povo cujo tesouro maior é a fé”, afirmou o arcebispo, referindo-se à Arquidiocese de Belo Horizonte.No encerramento da Celebração Eucarística, dom Luiz Gonzaga agradeceu aos fiéis da Diocese de São Carlos, sempre presentes nos diversos momentos de seu sacerdócio. Também fez questão de cumprimentar padres e fiéis que agora o acolhem na Arquidiocese de Belo Horizonte. “Quero exercer meu ministério ao lado dos meus irmãos bispos, presbíteros e com todos com quem estou unido pela graça de Cristo”, concluiu.

domingo, 20 de março de 2011


Quaresma, tempo para abandonar o egoísmo

O Papa afirma que seguir os passos da morte de Cristo leva a uma mudança de coração e de vida

Na sua mensagem para a Quaresma o Papa disse que este tempo é uma oportunidade para abandonar o egoísmo e as amarras de possuir. “A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha.”, disse.

Bento XVI recordou também que uma boa maneira de se preparar para a Pascoa é praticar a leitura da Palavra de Deus. As leituras do Evangelho dos Domingos da Quaresma, disse, “guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor”.

Evangelhos da Quaresma
A leitura do primeiro Domingo revela a condição humana. Jesus luta contra as suas próprias tentações e, através dessa batalha, os cristão podem descobrir as suas próprias debilidades humanas e a necessidade da Graça.

No segundo Domingo o Evangelho centra-se na Transfiguração que não só pressagia a Ressurreição, como também permite que a comunidade cristã se dê conta de que Cristo é o seu líder. Também é um convite para deixar de lado as preocupações diárias e colocar-se na presença de Deus.

O terceiro Domingo da Quaresma relata a história do encontro de Cristo com a samaritana. Bento XVI afirma que esta passagem ilustra a paixão de Deus pela humanidade, por todos os homens e mulheres. Também recorda que só Deus pode satisfazer e encher o vazio que tantos homens e mulheres sentem actualmente.

O quarto Domingo da Quaresma poderá ler-se a cura do cego. Este milagre mostra que Cristo não só quer curar fisicamente, mas também iluminar os cantos obscuros da vida das pessoas. Através dessa luz da verdade convida todos a viver como “filhos da luz”.

O Papa também comenta que a história de Lázaro, que se poderá escutar no quinto Domingo da Quaresma, coloca a ressurreição como ponto central. A ressurreição de Lázaro é a maneira como Cristo diz “eu sou a Ressurreição, acreditas nisto?”. É o momento em que a comunidade cristã abandona todas as suas esperanças em Cristo.

Modelo da Sua morte
O seguir o “modelo da Sua morte” meditando a Palavra de Deus e a consequente mudança das nossas vidas, causa uma conversão em nós. A Páscoa converte-se verdadeiramente num novo começo quando os cristãos chegam ao Tríduo Pascal seguindo o exemplo de Cristo.


No sábado, 19 de março de 2011 – Solenidade de São José – na Catedral de São Carlos, às 15h, aconteceu a Solene Celebração da Ordenação Episcopal de Dom Luiz Gonzaga Fechio – nomeado pelo Papa Bento XVI, em 19 de janeiro de 2011, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte. “Pela graça de Deus” – tal foi o lema episcopal escolhido, inspirado na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, capítulo 15, versículo 10.
Presidiu à Celebração, enquanto Bispo Ordenante Principal, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte. Os outros dois Bispos Ordenantes foram Dom Bruno Gamberini, Arcebispo Metropolitano de Campinas e Dom Paulo Sérgio Machado, Bispo de São Carlos. Também outros 12 bispos estiveram presentes, os quais foram apresentados, já no início, por Dom Paulo Sérgio, quando de sua acolhida a todos.
Iniciado o Rito de Ordenação, com a invocação do Espírito Santo, a Apresentação do Eleito e a leitura do mandato apostólico, Dom Walmor procedeu à homilia, na qual fez recorrente menção a São José, como profeta, patriarca e discípulo – aquele que “brilha no horizonte de nosso caminho quaresmal e nos faz fazer festa, juntamente com a consagração do (então) Monsenhor Luiz Gonzaga Fechio”.
Seguiu-se o Propósito do Eleito, a Ladainha, a Imposição das mãos e a Prece de Ordenação, a Unção da Cabeça (com o óleo trazido pelos pais de Dom Fechio – Ernesto e Iracy), a Entrega do Livro dos Evangelhos e das Insígnias Episcopais (anel, mitra e báculo) e, por fim, a Saudação da Paz, por parte de Dom Walmor e demais bispos e de familiares próximos.
Ao final, Pe. Marcelo Souza, em nome do clero diocesano, dirigiu auspiciosas palavras de congratulação a Dom Fechio que, em seguida, belamente enfatizou, em seu elóquio de agradecimento, o lema “Pela graça de Deus” – “farol e bússola” de seu novo ministério. Lembrou, ainda, citando o Concílio Vaticano II, a tríplice missão, por assim dizer, de um bispo: a Palavra, os Sacramentos e o Pastoreio. Finalizou com Antístenes (filósofo grego): “A gratidão é a memória do coração!”, ao que foi, demorada e copiosamente, ovacionado.
Ao som do “Te Deum”, por fim, Dom Fechio, acompanhado pelos Bispos Ordenantes, percorreu os corredores da Catedral, abençoando a todos e sendo, notoriamente, acolhido. Dada a bênção final, todos puderam cumprimentar o novo Bispo.
Sem. Paulo César Travaglini