terça-feira, 22 de março de 2011
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domingo, 20 de março de 2011

Quaresma, tempo para abandonar o egoísmo
O Papa afirma que seguir os passos da morte de Cristo leva a uma mudança de coração e de vida
Na sua mensagem para a Quaresma o Papa disse que este tempo é uma oportunidade para abandonar o egoísmo e as amarras de possuir. “A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha.”, disse.
Bento XVI recordou também que uma boa maneira de se preparar para a Pascoa é praticar a leitura da Palavra de Deus. As leituras do Evangelho dos Domingos da Quaresma, disse, “guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor”.
Evangelhos da Quaresma
A leitura do primeiro Domingo revela a condição humana. Jesus luta contra as suas próprias tentações e, através dessa batalha, os cristão podem descobrir as suas próprias debilidades humanas e a necessidade da Graça.
No segundo Domingo o Evangelho centra-se na Transfiguração que não só pressagia a Ressurreição, como também permite que a comunidade cristã se dê conta de que Cristo é o seu líder. Também é um convite para deixar de lado as preocupações diárias e colocar-se na presença de Deus.
O terceiro Domingo da Quaresma relata a história do encontro de Cristo com a samaritana. Bento XVI afirma que esta passagem ilustra a paixão de Deus pela humanidade, por todos os homens e mulheres. Também recorda que só Deus pode satisfazer e encher o vazio que tantos homens e mulheres sentem actualmente.
O quarto Domingo da Quaresma poderá ler-se a cura do cego. Este milagre mostra que Cristo não só quer curar fisicamente, mas também iluminar os cantos obscuros da vida das pessoas. Através dessa luz da verdade convida todos a viver como “filhos da luz”.
O Papa também comenta que a história de Lázaro, que se poderá escutar no quinto Domingo da Quaresma, coloca a ressurreição como ponto central. A ressurreição de Lázaro é a maneira como Cristo diz “eu sou a Ressurreição, acreditas nisto?”. É o momento em que a comunidade cristã abandona todas as suas esperanças em Cristo.
Modelo da Sua morte
O seguir o “modelo da Sua morte” meditando a Palavra de Deus e a consequente mudança das nossas vidas, causa uma conversão em nós. A Páscoa converte-se verdadeiramente num novo começo quando os cristãos chegam ao Tríduo Pascal seguindo o exemplo de Cristo.
Presidiu à Celebração, enquanto Bispo Ordenante Principal, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte. Os outros dois Bispos Ordenantes foram Dom Bruno Gamberini, Arcebispo Metropolitano de Campinas e Dom Paulo Sérgio Machado, Bispo de São Carlos. Também outros 12 bispos estiveram presentes, os quais foram apresentados, já no início, por Dom Paulo Sérgio, quando de sua acolhida a todos.
Iniciado o Rito de Ordenação, com a invocação do Espírito Santo, a Apresentação do Eleito e a leitura do mandato apostólico, Dom Walmor procedeu à homilia, na qual fez recorrente menção a São José, como profeta, patriarca e discípulo – aquele que “brilha no horizonte de nosso caminho quaresmal e nos faz fazer festa, juntamente com a consagração do (então) Monsenhor Luiz Gonzaga Fechio”.
Seguiu-se o Propósito do Eleito, a Ladainha, a Imposição das mãos e a Prece de Ordenação, a Unção da Cabeça (com o óleo trazido pelos pais de Dom Fechio – Ernesto e Iracy), a Entrega do Livro dos Evangelhos e das Insígnias Episcopais (anel, mitra e báculo) e, por fim, a Saudação da Paz, por parte de Dom Walmor e demais bispos e de familiares próximos.
Ao final, Pe. Marcelo Souza, em nome do clero diocesano, dirigiu auspiciosas palavras de congratulação a Dom Fechio que, em seguida, belamente enfatizou, em seu elóquio de agradecimento, o lema “Pela graça de Deus” – “farol e bússola” de seu novo ministério. Lembrou, ainda, citando o Concílio Vaticano II, a tríplice missão, por assim dizer, de um bispo: a Palavra, os Sacramentos e o Pastoreio. Finalizou com Antístenes (filósofo grego): “A gratidão é a memória do coração!”, ao que foi, demorada e copiosamente, ovacionado.
Ao som do “Te Deum”, por fim, Dom Fechio, acompanhado pelos Bispos Ordenantes, percorreu os corredores da Catedral, abençoando a todos e sendo, notoriamente, acolhido. Dada a bênção final, todos puderam cumprimentar o novo Bispo.
Sem. Paulo César Travaglini