sexta-feira, 15 de abril de 2011


Ser santista é um orgulho que nem todos podem ter. Para alguns, um encantamento. Para outros, não escolhemos – fomos escolhidos! Fato é que torcer para o Santos FC é apreciar o melhor futebol do mundo. Sem discussão. O dia 14 de abril de 2011 marca os 99 anos do Peixe e a contagem regressiva para o Centenário do maior time de todos os tempos. São mais de 5.500 jogos e quase 11.700 gols marcados pelos melhores atletas da história do esporte, incluindo o Rei do Futebol e um séquito maravilhoso de apóstolos. Mais do que fabricar números incontestáveis, recordes invejáveis, craques insuperáveis e títulos inesquecíveis, o Santos Futebol Clube vive de fazer história. Há em seu DNA a indelével característica de vencer marcando época. Os garotos formados na Vila Belmiro parecem receber uma bênção especial que traz o mundo (que é uma bola, de fato!) literalmente aos seus pés. As explicações transcendem a razão. Muitos encontram a resposta na religião e juram que Deus é santista. Argumentam que não à toa um raio cai tantas vezes no mesmo lugar e que o nome facilita – seria injusto torcer para um santo só, portanto, Ele teria escolhido torcer para o conjunto deles. Fato é que o Santos é o grande representante do Futebol Brasileiro no planeta Terra. É o time que melhor traduziu a essência do “Futebol Arte”, produto essencialmente brasileiro e patrimônio cultural do nosso povo, e o difundiu pelo mundo, conquistando títulos e parando guerras como um legítimo Embaixador da Paz. Tudo começou aqui Em 1894, Charles Müller voltou da Inglaterra trazendo um esporte na mala. Seu primeiro passo em solo brasileiro foi no Porto de Santos, porta de entrada em nosso País, onde desembarcou antes de subir a serra e começar a espalhar o conceito do futebol entre amigos, na capital paulista. Os adversários morrem de inveja, mas é fato que nossa cidade foi a primeira a ver uma bola oficial. No ano seguinte, na Várzea do Carmo, bairro do Brás, em São Paulo, foi realizada a primeira partida de futebol no Brasil. Os adversários eram funcionários da Companhia de Gás de São Paulo e da Companhia Ferroviária da cidade (time do Charles, que venceu o jogo). Detalhe: foi no dia 14 de abril de 1895. Foram exatos 17 anos de espera até que o Santos FC fosse fundado na data caprichosa de 1912, que significaram exatos 6210 dias de espera. Mais um prato cheio para os supersticiosos: em 1962, o Santos FC conquistaria o seu primeiro título mundial com um camisa 10 iluminado em sua mais perfeita noite. Sim, já estava escrito antes mesmo do Peixe nascer. No Santos, tudo é superlativo Gol é o momento máximo do futebol. E nenhuma torcida gritou tantas vezes a palavra mágica como a do Peixe. Nos primeiros 5.500 jogos, completados diante do Oeste, em Itápolis, no dia 5 de março, foram 11.645 gols, recorde absoluto mundial. Com 15 anos de vida, o Santos FC já mostrava seu DNA ofensivo quando o esquadrão de 1927 quebrava, pela primeira vez, a barreira dos 100 gols em um Campeonato Paulista. Ironicamente, nesta época foram nossos goleiros, Tuffy e Athiê (que viria a ser o maior presidente da história do Clube), que passaram a ganhar destaque servindo, ambos, as seleções paulista e brasileira. Destaque também para o craque Feitiço, que, em 1931, marcou 39 gols no Campeonato Paulista, recorde da época do amadorismo. E de quem seria o recorde na fase do profissionalismo? Pelé, claro, com 58 gols em 1958. Em 1959, foram 151 gols no Estadual, recorde que perdura até hoje e dificilmente será batido. Não é à toa que os artilheiros máximos do Clube também se destacam pelo exagero. O Rei Pelé ultrapassou a marca de mil gols marcados com a camisa do Peixe – 1.091. Pepe, o Canhão da Vila, segundo maior artilheiro da nossa história, fez 405, enquanto Coutinho, o terceiro, marcou 370 vezes. A diferença para os rivais é tão grande que tanto Pepe quanto Coutinho fizeram mais gols do que os artilheiros máximos do trio de ferro da capital: no Corinthians, Cláudio fez 306 gols; no Palmeiras, Heitor fez 284; no São Paulo, Serginho Chulapa fez 242.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Multidão acompanha missa
Centenas de pessoas se reuniram paraacompanhar a missa que aconteceu próximo à escola em Realengo, na Zona Oeste. O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta celebrou a cerimônia católica que durou pouco mais de uma hora. Depois, amigos, alunos e familiares participaram de um ato ecumênico.

O público que compareceu ao local estava muito emocionado e levou faixas e cartazes em homenagem as 12 crianças mortas na última quinta-feira (7). Um palco foi montado na rua da escola municipal e a multidão tomou todo o espaço reservado.

Participaram da missa também, a chefe de polícia do Rio, Martha Rocha, a Secretária municipal de Educação, Claudia Costin, o ator Milton Gonçalves e a mãe da menina Isabela Nardoni, Ana Carolina.

Estudante quer voltar a estudar semana que vem
“Estou muito triste, muito triste mesmo. Eu queria mais segurança nos colégios, mas a minha princesa não volta mais. Amor de avó é um amor em dobro e eu estou lutando para me controlar, ter força”, disse Sônia Torres, avó de Larissa Atanazio, uma das crianças mortas durante o massacre.

A estudante Jade Ramos, de 12 anos, que estava presente na escola no dia da tragédia, contou que vai voltar a estudar na semana que vem. “Estou triste porque meus amigos morreram, mas feliz porque estou bem. Eu vou voltar a estudar porque preciso”, disse.

Multidão acompanha missa em Realengo (Foto: Thamine Leta/G1)Multidão acompanha missa em Realengo
(Foto: Thamine Leta/G1)

Valdir dos Santos, pai da menina Milena, de 14 anos, vítima do massacre na escola, estava muito emocionado. "No dia que a Milena morreu, eu disse que tinham arrancado meu coração. Hoje eu digo que meu coração está cicratizando, sangrando ainda. Está ferido, e vai doer por muito tempo. A minha filha eu nunca vou esquecer, mas preciso me reerguer, porque tenho outras duas para cuidar", disse ele, pai de outras filhas de 15 e 12 anos, que segundo ele, estão muito abaladas.

Ele afirmou que a manifestação nesta quarta significa que a população carioca está dando amor e carinho às vítimas. "É uma demonstração de apoio, para que a gente levante e esqueça esse dia triste".


"A gente sabe da dor que é perder um filho. Tenho uma ferida aberta, hoje ela sangra menos. Mas só morrendo para esquecer. Você olha para o rosto dos meninos que estavam na escola, jovens e já passando por esse trauma. Espero que eles tenham ajuda psicológica."Quem também foi dar apoio às famílias e às vítimas feridas no ataque foi Paulo Soares, pai do menino João Roberto, morto em 2008 durante um tiroteio.

Fonte: www.globo.com.br

segunda-feira, 11 de abril de 2011


O papa Bento XVI enviou um telegrama, na manhã de hoje, 8, ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, no qual se diz “profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas”, no bairro de Realengo (RJ). O telegrama foi enviado por meio do secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone.

Segundo o cardeal, o papa convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que “constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos”, disse.

No final da mensagem o papa concede a todo o povo brasileiro a sua Benção Apostólica.

No mesmo telegrama, o núncio apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, diz estar unido à dor dos que perderam parentes e amigos e manda uma mensagem ao arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani.

“Uno às palavras do cardeal Tarcisio Bertone, à minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua arquidiocese”, disse dom Lorenzo.

Leia a íntegra da mensagem abaixo:

Excelência Reverendíssima

Cumpro o dever de transmitir a Vossa Excelência, o telegrama de Sua Eminência o cardeal Tarcício Bertone, Secretário de Estado:

Exmo Revmo Dom Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro

Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado contra crianças indefesas em um colégio municipal no bairro do Realengo, o Sumo Pontífice deseja assegurar através de Vossa Excelência Revma sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus filhos e toda a comunidade escolar, com votos de pronta recuperação dos feridos.

O Santo Padre convida todos os cariocas, diante desta tragédia, a dizer não à violência que constitui caminho sem futuro, procurando construir uma sociedade fundada sobre a justiça e o respeito pelas pessoas, sobretudo os mais fracos e indefesos.

Em nome de Deus, para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança, Sua Santidade Papa Bento XVI concede-lhes uma confortadora bênção apostólica.

Cardeal Tarcísio Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade

Uno às palavras do Cardeal, minha fervente oração a Deus Todo poderoso e rico em misericórdia, nesta circunstância tão dolorosa na sua Arquidiocese.

Aproveito o ensejo para expressar meus sentimentos de alta estima.

Dom Lorenzo Baldisseri
Núncio Apostólico