segunda-feira, 9 de maio de 2011

49ª AG: Cardeal Marc Ouellet se impressiona com a unidade dos bispos e a fé do povo brasileiro

O prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano, cardeal Marc Ouellet, concedeu uma entrevista ontem, 8, ao final da missa de que marcou o fim do Retiro Espiritual dos Bispos, no Santuário Nacional de Aparecida, na qual destacou a unidade dos bispos brasileiros, ressaltou as qualidade do beato João Paulo II e a importância da Missão Continental.

Convidado pelos bispos brasileiros a orientar o Retiro Espiritual dos Bispos, que aconteceu nos dias 7 e 8, o cardeal Ouellet se disse impressionado com a unidade do episcopado brasileiro. “Levo do Brasil uma impressão extraordinária de unidade e também de entusiasmo. Vendo toda a Conferência Episcopal brasileira reunida, juntamente com o povo, cantando ao final das celebrações, se sente a fé, se sente a força da fé e da devoção à Virgem Maria”, destacou.

O cardeal também destacou a alegria em partilhar com os bispos brasileiros o retiro espiritual e falou sobre a importância da continuidade da Missão Continental. “Agradeço muito o convite para participar do Retiro Espiritual dos bispos da maior Conferência Episcopal do mundo. Nestes dois dias pudemos nos animar e compartilhar a visão da Santa Sé da missão da igreja no Continente. Eu tenho observado a unidade de todos os bispos da Igreja brasileira, pois a força da igreja é justamente a unidade, e aqui, no Brasil, pude tocar e sentir essa unidade e também estou muito feliz em ter podido contribuir um pouco, animado a ir a diante a Missão Continental”.

O prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano falou também sobre a evangelização na América Latina. Segundo Ouellet, a renovação da Igreja passa por Aparecida e pelos santuários marianos, pois, “é onde está à fé, a fé de um povo e a fé da Igreja, pois se renova com o contato com a fé em Maria, com a invocação do Espírito Santo, com a riqueza das vocações e com a unidade de todos. A unidade dos leigos com os religiosos e com os bispos. Eu creio que a renovação da Igreja passa por este testemunho de discípulos, que são missionários”.

Falando um pouco sobre o Retiro Espiritual, o cardeal destacou a Exortação Apostólica Verbum DominiI, escrita pelo papa Bento XVI. “Eu falei muito nestes dias sobre a Exortação Apostólica Verbum Domini que foi dada para Igreja pelo papa depois do Sínodo Sobre a Palavra de Deus, de 2008. Eu creio que a recepção dessa Exortação, que nos dá o mais fundamental de nossa fé é dizer que Deus nos fala e que Deus espera nossa resposta e que Deus nos fala através de Jesus Cristo, graças a Maria, que pregava a Palavra de Deus e que continuou a pregar a todo o povo. E eu creio que a Palavra de Deus é o caminho e um desígnio que a Igreja católica está recebendo outra vez, e percebendo que ela [a Palavra] é o mais fundamental, pois, se faz carne e que nos convida a responder”.

Por fim, o cardeal Marc Ouellet falou sobre o beato João Paulo II, chamando-o de “dom extraordinário para a Igreja”. De acordo dom ele, João Paulo II foi um padre para a humanidade e para a Igreja.

“Um grande pastor, um grande evangelizador, um homem de coragem e de determinação, e um homem de oração, um homem que foi disponível ao Espírito Santo, por isso era tão livre, suas iniciativas não podiam ser previstas porque era um homem levado pelo Espírito Santo, e porque era um homem muito profundamente enraizado na oração. Então ele foi um dom extraordinário que Deus deu a Igreja e a humanidade”, disse.


AG: Dom Geraldo não é candidato à reeleição

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, usou a tribuna da 49ª Assembleia Geral da entidade, no final da primeira sessão de hoje, para anunciar que não aceita uma eventual reeleição.

Na segunda sessão desta manhã, que começa às 11h15, os 17 Regionais da CNBB se reúnem para, entre outras coisas, indicar nomes para presidente, vice-presidente, secretário geral, presidentes das 12 comissões episcopais e delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam).

Veja a íntegra do pronunciamento do presidente

REELEIÇÃO – CNBB

O estatuto da CNBB estabelece que “é permitida uma única vez a reeleição para exercer o mesmo cargo no quadriênio imediatamente seguinte” (Art. 26) e que “a permanência na Presidência só é permitida por dois mandatos consecutivos” (Art. 43 § 3º).

Baseados nisso, alguns irmãos bispos manifestaram-me o desejo de me reelegerem para o segundo mandato. Entretanto, peço permissão aos irmãos para dizer-lhes que eu não aceitaria uma eventual reeleição para o cargo de Presidente da CNBB. Julgo que dei minha modesta colaboração à Igreja no Brasil, dividindo, nos últimos quatro anos, com Dom Luiz Soares Vieira e Dom Dimas Lara Barbosa as pesadas responsabilidades que recaem sobre a Presidência da CNBB.